Aprendendo a aprender
   
 



BRASIL, Sudeste, Mulher, de 36 a 45 anos, Arte e cultura, estudante no ICAT/ UniDF
 

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Lançado edital para produção de conteúdos educacionais

Lançado edital para produção de conteúdos educacionais PDF Imprimir E-mail

Foi publicado no Diário Oficial da União o edital de seleção nº 1/2007, destinado a captar apoio financeiro à produção de conteúdos educacionais digitais multimídia. O propósito é oferecer subsídios aos professores de língua portuguesa, matemática, física, química e biologia para a produção, de forma criativa e diversificada, de conteúdos nas áreas de rádio, TV, software e experimentos educacionais. O edital foi lançado pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

As propostas podem ser apresentadas por universidades, faculdades, centros tecnológicos, centros e museus de ciências, instituições de ensino superior, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), organizações não-governamentais (ONGs), fundações e centros de pesquisa e desenvolvimento sediados no Brasil, públicos ou privados, que não tenham fins lucrativos.

De acordo com a coordenadora-geral da TV Escola, canal da Seed/MEC, Viviane de Paula Viana, a produção de conteúdos nos diversos suportes subsidiará a prática pedagógica para tornar o aprendizado mais rico e instigante. “A idéia é que os professores tenham à mão materiais de qualidade nas diversas mídias para utilização de acordo com o projeto político-pedagógico da escola e de seu planejamento de curso”, afirma. “Eles têm total autonomia para escolher o que e quando usar.”

O programa contará com recursos de R$ 75 milhões para estimular a produção de materiais para diversas plataformas. Os projetos devem contemplar 100% dos conteúdos das disciplinas escolhidas e atender a carga horária mínima indicada para cada área de conhecimento. Cada instituição, isoladamente ou em regime de parceria, pode apresentar projetos em no máximo três disciplinas.

As propostas devem ser apresentadas, até dia 30 de setembro, no Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, Departamento de Capacitação e Produção de EaD — Esplanada dos Ministérios, bloco L, primeiro andar. CEP 70.047-900, Brasília, DF.

Mais informações pelo telefone (61) 2104-8975 ou pelo e-mail language=JavaScript type=text/javascript> \n conteudosdigitais@mec.gov.br. language=JavaScript type=text/javascript> Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email language=JavaScript type=text/javascript>

(Assessoria de Imprensa da Seed)
30/06/2007 18:04:04



Escrito por jussaragiani às 13:32:22
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Professor da UnB é punido com suspensão por racismo

 
A cultura brasileira está mudando...
 
Brasília - O professor Paulo Roberto da Costa Kramer, do Curso de Mestrado
em Ciências Políticas, da Universidade de Brasília (UnB) foi considerado
culpado pela Comissão processante que apurou a prática de racismo, e punido
com pena de suspensão de trinta dias, convertida em multa de 50% dos seus
vencimentos.

A pena de 30 dias, segundo Ato da Reitoria 998/2007, assinado pelo reitor
Timothy Mulholland datado de 29 de junho, começou a ser cumprida a partir
desta terça-feira, 02 de julho. O reitor acatou integralmente o parecer da
procuradora federal Cíntia Tereza Gonçalves Falcão, que também posicionou-se
pelo envio do caso ao Ministério Público Federal para apuração, em processo
criminal, das afirmações de cunho racista que teriam sido feitas por Kramer.
 
É a primeira vez, em toda história da UnB, que um professor é acusado e
punido por crime de racismo. O estudante Gustavo Amora, que denunciou o
caso, disse que a decisão da Universidade "é um fato histórico.". Kramer foi
considerado culpado por ter se referido a negros como "crioulada" e chamado
o estudante Gustavo Amora de "negro racista" e membro da "ku klux klan
negra", em reação às denúncias do estudante. As referências depreciativas
ocorreram numa aula no início do ano passado. Ele negou que as expressões
tivessem caráter depreciativo.

Punição

A procuradora Cíntia Falcão, porém, entendeu que Kramer contrariou vários
artigos da Lei 8.112 (que trata do regime jurídico do funcionário público
federal), bem como praticou comportamento previsto no artigo 20 da Lei
7.716/89 (Lei Caó), praticar, induzir ou incitar a discriminação ou
preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional .
 
A comissão processante, presidida pelo professor Alexandre Bernardino, do
Departamento de Direito, e integrada pelos professores Carla Costa Teixeira
e José Leonardo - respectivamente, dos Departamentos de Antropologia e
Física - foi constituída em julho do ano passado e tinha o prazo de 30 dias,
prorrogáveis por igual período. A entrega do relatório, contudo, só
aconteceu no dia 11 do mês passado, quase um ano depois. A demora levantou
suspeitas de que o caso "terminaria em pizza" pelo fato do acusado ser
pessoa influente e que acabaria contando com uma certa espírito corporativo
- comum nesses casos.

Não foi o que aconteceu. Segundo a Comissão, ficou comprovada conduta de
Kramer em desacordo com com o artigo 116, incisos II (ser leal às
instituições que servir); III (observar as normas legais e regulamentares)
IX (manter conduta compatível com a moralidade administrativa), XI (tratar
com urbanidade as pessoas) e o artigo 117, inciso XV, (proceder de forma
desidiosa) todos da Lei 8.112/90."
 
A Comissão entendeu também que o servidor praticou comportamento descrito no
artigo 20 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de
raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) da Lei 7.716/89 -
(redação dada pela Lei n. 9.459/97).
 
Ao contrário dos trabalhos da Comissão, o Relatório tramitou em tempo
recorde. No dia 11 foi entregue ao reitor; no dia seguinte - dia 12 - foi
despachado à Procuradoria; no dia 20, a procuradoria emitiu parecer ; e no
mesmo dia 20 saiu o despacho final do reitor aprovando parcialmente o
Relatório da Comissão processante e integralmente o parecer da Procuradoria
jurídica.

Ouvidoria
 
O estudante Gustavo Amora, do Curso de Mestrado em Ciências Políticas, que
denunciou o caso, disse que passou um ano de sofrimentos e perseguições. "Me
acusaram até de com a denúncia ter arrumado um factóide para me promover. A
decisão da Reitoria fez justiça e mostrou que os que me atacaram estavam
errados", afirmou.
 
Amora ressaltou ter sido esta a primeira vez na Universidade em que "um ato
de racismo é investigado e punido" e destacou a importância da criação de
uma Ouvidoria para Crimes Raciais na Universidade, para que se evite a
demora na apuração de casos desse tipo.


Escrito por jussaragiani às 12:34:55
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Pedagogia da Autonomia

...foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar."

Para Paulo Freire, "só quem pensa certo é que pode ensinar a pensar certo".

Para ensinar é preciso deter o conhecimento. Para deter o conhecimento é preciso gostar e querer buscar mais conhecimento. E, para isso, é preciso disposição para pesquisar e adquirir conhecimentos mais profundos, que contribuirão para a compreensão e interpretação dos fatos, que poderão levar, então, a uma curiosidade natural em busca de uma constatação, que pode até induzir à necessidade de uma intervenção, se for o caso.

Esse processo levará à disseminação e à multiplicação desses novos saberes, dessas novas certezas e, produzirão nos aprendentes a compreensão dessas novas informações.

O pensar certo coloca no professor uma obrigação, um dever de respeitar os saberes trazidos pelos aprendentes, construídos ao longo dos anos de vida em comunidade, trazendo à tona discussões sobre a razão de ser desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos, com coerência.

Coloca, no professor, a obrigação do testemunho de uma vida ética, de respeito ao outro, sem discriminações quaisquer, demonstrando firmeza de caráter, humildade, transparência, coerência e convicção no falar e no agir, com muito bom senso.

Pensar certo é saber que ensinar não é transferir conhecimentos mas, criar as possibilidades para a construção desses conhecimentos nos aprendentes. Livres da arrogância, mas com competência e muita simplicidade. É ensinando, que muitas vezes aprendemos... o retorno é imediato. E isso nos faz, a cada dia, pessoas melhores - gente de verdade!

 

 

 



Escrito por jussaragiani às 17:39:02
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O que está acontecendo com nossos alunos?

 

Recebi esse texto ontem e achei pertinente dividí-lo com os colegas.

... tendo a estrutura familiar da sociedade brasileira se "implodido" na última década.... por vários motivos... nossas escolas públicas ainda tratam o "aluno" como alguém "preparado e educado em casa".
 
... fazer o quê... CIEP até que resolve... mas não dá voto!!!
 
"Não consigo sentir raiva dele", diz professora que teve dedo decepado
Estudante de dez anos prendeu dedo da educadora na porta.
 
"Ele tem problemas sérios de agressividade", diz ela.

Carolina Iskandarian - Do G1 - em São Paulo
 
Ainda traumatizada por ter parte do dedo decepado por um aluno de dez anos, a professora da 4ª série do ensino fundamental Eunice Martins dos Santos, de 47 anos, procura entender o que aconteceu. "Não consigo sentir raiva dele."

No fim da tarde de quarta-feira (27), ela teve a mão direita prensada em uma porta e perdeu a ponta do dedo indicador na escola municipal onde dá aula, em São Bernardo do Campo, no ABC. A educadora vai procurar um especialista nesta sexta-feira (29) para saber se conseguirá fazer um enxerto.

"Eu não esperava por nada disso. Ele bateu a porta com força e vi o pedaço do meu dedo no chão", disse ela. Eunice contou que foi agredida porque correu atrás do aluno, que se escondeu no banheiro após o intervalo.

Segundo ela, o menino não quis voltar para a sala de aula e a professora resolveu conversar com ele. Antes, o garoto teria empurrado vários alunos que seguiam para suas salas. "Ele entrou na cabine (do banheiro) e consegui empurrar um pouco a porta, mas depois ele bateu com força".

Eunice informou que decidiu denunciar o fato porque não acha justo que os profissionais de ensino sejam vítimas de agressões dentro da escola. "Acho que é hora de darmos um basta nisso. Espero que a lei me ampare". Mas não foi isso que ela ouviu da polícia.

Quando foi à delegacia registrar o boletim de ocorrência, teria ouvido do delegado que, como o menino é menor de idade, não haveria culpados. "Nem a mãe dele. Então eu sou a culpada?", questionou. Eunice disse que o garoto nem é aluno dela. Ele fica na sala ao lado e, desde que entrou na escola, há três anos, apresenta problemas de disciplina.

"Ele tem problemas sérios de agressividade. Bate nos colegas, atira a carteira (contra as pessoas). Outro dia, deu uma cabeçada no nariz da vice-diretora, que ficou com o rosto ensangüentado", relatou a professora, que trabalha na profissão há 28 anos, 12 deles na escola que fica em uma favela na periferia de São Bernardo.

De acordo com Eunice, o aluno deveria ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Por causa da agressão, ela está de licença médica por 15 dias.

Eunice Martins dos Santos irá procurar um especialista para fazer enxerto.



Escrito por jussaragiani às 20:53:00
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O Sorriso de Monalisa

Este filme, de Mike Newell, retrata a hipocrisia da sociedade e da escola tradicional e conservadora que ofereciam uma educação esmerada no "bom comportamento " e no "muito saber", orientando às alunas ao casamento e à completa submissão aos seus maridos, preparando-as para serem boas esposas, mães e donas de casa simplesmente.

No filme foram identificadas as tendências pedagógicas tradicionalistas nos alunos, enquanto sentiam-se confortáveis e acomodados com as diretrizes conservadores e rígidas que lhes eram impostas; na concepção de educação da escola, enquanto a direção mantinha um estilo próprio e rígido de ensino, num planejamento pré-definido e restrito; na família dos alunos, que endossavam a hipocrisia da sociedade e da escola, fazendo "vista grossa" à infelicidade dos filhos, fato tido como secundário e sem importância, pois o que realmente importava era a constituição das famílias bem formadas, bem dotadas e duradouras, assim como na direção da escola que cerceavam os professores e alunos que ousassem infringir as regras da administração.

Foram idetificadas também, em contrapartida, as tendências progressistas nos momentos de ensino e aprendizagem mais significativos do filme, quando a professora de História da Arte, Sra. Watson mostra o slide com um desenho de ovelha feito por ela, quando criança para oferecer a sua mãe. A professora aproveita a oportunidade da circunstância para ensinar às alunas o quanto é fundamental buscar outros valores, ver além do alcance dos olhos, enxergar além do horizonte, numa proposta pedagógica de instrumentalizar suas alunas para que busquem transformar sua realidade, busquem novas opções para o futuro, preparando-as para o exercício de funções de liderança até, e não simplesmente para serem boas esposas, mães e donas de casa.

A Metodologia Subjacente, considerando em que medida as aprendizagens que o filme revelou podem contribuir para a prática docente no ensino superior, seria priorizar o ensino do saber e o ensinar a aprender, que de fato é o relevante e faz a diferença - a extrapolação do conteúdo programático pré-definido ainda hoje existente!

O sorriso enigmático e sem graça de Monalisa é para o conservadorismo, é para o tradicional, é para a rigidez do ensino, é para o descaso para com a inovação, a criatividade, a liberdade de ação e de expressão, que impera ainda hoje nas escolas, até mesmo nos cursos de pós-graduação.

Escrito por jussaragiani às 19:11:41
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Criando Oportunidades de Aprendizagem Continuada ao Longo da Vida

 

Texto de José Armando Valente.

A idéia de que a aprendizagem é uma atividade contínua ao longo de toda a vida é fato, porém, nem sempre a escola está preparada para gerar esse conhecimento.  O seu papel, ao longo dos tempos, têm sido o de repassar simplesmente o conhecimento aos alunos, quando deveria estar ensinando-os a buscarem esse conhecimento por meio de pesquisas, vivências, desenvolvendo competências e habilidades necessárias para um constante aprender.

A efetividade da eprendizagem ocorre pela motivação individual, gerada pela necessidade e/ou pela circunstância, para a busca de competência, informações e novos saberes.

A escola atual credencia profissionais para o mercado e não tem a preocupação de formar cidadãos conscientes e profissionais competentes.

O contrasenso é que a escola, que deveria incentivar essa educação continuada, que mais pode contribuir e também ser beneficiária desta aprendizagem continuada, é a que mais oferece resistência.



Escrito por jussaragiani às 20:58:31
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